Recortando por aí com Mik Godinho

Oie!


Hoje vamos nos conectar com um país vizinho: a Bolívia!


Já imaginou como é o scrap por lá? A Mik Godinho conta tudo em detalhes!

- Qual seu nome?

Me chamo Michelangela, mas prefiro Mik. Mik Godinho.


- Qual sua idade?

39 anos


- Qual seu Instagram/Facebook/blog onde posta seus trabalhos?

Posto meus trabalhos no meu Instagram e no Facebook.

www.instagram.com/papermiks

www.facebook.com/papermiks


- De onde você é?

Sou de Porto Alegre/RS, mas sai de lá muito novinha e morei a maior parte da minha vida em Brasília, então me considero uma calanga do cerrado. Tenho Brasília como minha cidade do coração. 


- Onde mora atualmente e há quanto tempo?

Hoje moro em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia. Cheguei no final de 2018.


- Há quanto tempo faz scrap? Conte-nos um pouco sobre sua experiência nessa área (se já teve ou trabalhou em alguma loja, se já foi ou é designer de alguma marca, etc)

Sempre gostei de planejar e organizar meus dias. Fazer memory planner foi o mais próximo que cheguei de scrapbooking, até que em 2016 eu assisti a um vídeo do Paige Evans no Youtube e achei que poderia fazer uma linda dashboard usando técnicas de scrap. 

Acho que posso dizer que foi aí que começou minha caminhada dentro desse universo tão maravilhoso. O canal da Paige mais as aulas no Big Picture Classes me mostraram um lindo e novo universo a descobrir. Em 2017, eu comprei a minha Silhouette Cameo 3 e foi amor à primeira vista. Como eu pude viver tanto tempo sem ela? Não sei. 

Silhouette mais aulas online foi a fórmula que eu encontrei de mesmo morando fora do Brasil conseguir experimentar algumas técnicas de scrap. Me apaixonei.

Desde então, sempre que posso, uso o scrap e a minha Cameo para fazer minhas dashboards e decorar meus planners. Planejar é algo que faço com muito carinho e que com a ajuda do scrap fica mais divertido além de lindo, né?

Hoje sou membro do time criativo da Carpe Diem Planners e do Scrapeando en Chile.

Eu sempre amei a Carpe Diem e estar no time criativo deles é um sonho que se realiza a cada dia.


- Qual a diferença do scrap feito no Brasil e onde você mora?

Moro fora do Brasil desde 2010. Acho que eu não seria muito justa na comparação já que faz muito tempo que sai do Brasil e eu e o scrap nos conhecemos tem pouco tempo... (risos) Verdade é que o meu contato mais concreto com o scrap brasileiro começou esse ano quando comprei o pacote de aulas de LO com as meninas da Liebe Papier. O pacote se chama "Memory Club online" e tem sido uma grande escola sobre o scrap brasileiro. Super recomendo!

Mas para poder fazer uma comparação, mesmo que pequena, me lembro que certa vez perguntei a uma scrapper brasileira se no Brasil existe um estilo característico de scrap e ela me disse que não, que encontra-se de tudo um pouco. Já aqui na Bolívia o forte é o mini álbum. As bolivianas amam fazer miniálbum. Outro dia vi um miniálbum em formato de headphone! Achei maravilhoso! Quem produziu foi a scrapper Gabi Canedo. Uma scrapper boliviana que hoje faz parte do time criativo da Johanna Rivero, que é uma scrapper venezuelana, que hoje vive na Espanha e é uma referência para as scrappers daqui. O instagram delas é: Gabi Ganedo: @canedogabi e Johanna Rivero: @bellasycreativas. 


- Qual a tendência por aí agora?

Tudo que é cute ou cooquie, como dizem por aqui, as bolivianas curtem. Aqui você vê, bastante, a reprodução do que está acontecendo na Espanha.

As bolivianas amam o scrap espanhol. E é o estilo cute que está sempre na moda por aqui.

Se for para definir o scrap boliviano, eu diria: Miniálbum Cute! 


- Como são as lojas por aí? São focadas em materiais de scrap? Tem bastante opção? Existem materiais muito diferentes do que encontramos por aqui?

Aqui não temos muitas lojas de scrap. Não dá para encher os dedos de uma mão com a quantidade de lojas de scrap que tem por aqui. Infelizmente são pouquíssimas!

Que eu saiba tem 1 em Santa Cruz, 1 em Tarija e 1 em Cochabamba.

Isso porque a dona da loja de Santa Cruz é a única distribuidora de material de scrap no país, então se não tem em Santa Cruz não tem em nenhuma outra loja.

Com isso a oferta é mínima e os materiais, além de escassos, são super caros. Bem mais do que no Brasil, eu diria.

Vou contar um segredo para vocês: Quando eu soube que viria morar aqui e que o correio boliviano não funcionava muito bem, eu enchi minha mudança de material. Afinal não sabia quando e como conseguiria ter o que eu gosto de usar, né? Então não pensei duas vezes e trouxe comigo muito do que eu uso para não ter com que me preocupar por um bom tempo.

Confesso que trazer material para cá é sempre uma novela, mas eu sigo firme no propósito e não desisto! 


- Como são as aulas por aí? As lojas oferecem? Conte-nos um pouquinho sobre.

As lojas daqui oferecem aulas de miniálbum e lettering. Fora isso não encontramos mais nada. Acredito que a pouca oferta está diretamente ligada ao fato de não termos muito acesso ao material, assim a variedade e o número de aulas é bem pequena.


- Sente falta de alguma coisa que tenha no Brasil e não tenha aí relacionada ao scrap?

Eu não cheguei a viver o meu momento scrap no Brasil. Comecei a ter contato com o scrap em 2016, quando eu já morava na Suíça e lá eles não fazem scrap, se fazem deve ser escondido... (risos), então não posso dizer que sinto falta de algo. Mas hoje, através do PaperMiks, comecei a ter mais contato com o universo scrap brasileiro e sempre que posso me organizo para fazer alguma aula durante minhas férias no Brasil. Temos artistas incríveis, no Brasil, e fazer aulas ai é sempre um privilégio. 

E aí, gostou do "Recortando por aí" de hoje? Quem você quer ver por aqui? Escreva nos comentários!


Beijos,

Fernanda

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