Recortando por aí!

Hoje é dia de novidade por aqui!

Nosso intuito sempre foi conectar você ao mundo do scrapbooking, e para isso, agora trazemos entrevistas com scrappers brasileiras espalhadas por esse mundão!


E não poderíamos começar com outra pessoa: Babi Kind, da nossa Liga, que mora nos EUA! Confira abaixo um pouquinho de sua história e sobre o scrap por lá:

- Qual seu nome?

Barbara Kind (pronuncia Kinnt do alemão e não Kind do inglês rsss)


- Qual sua idade?

32 anos


- Qual seu Instagram/Facebook/blog onde posta seus trabalhos?

Instagram @babikind / Facebook Babi Kind / Site babisworld.com


- De onde você é?

Sou natural de Montes Claros/MG, mas cresci e vivi em Belo Horizonte até os meus 25 anos.


- Onde mora atualmente e há quanto tempo?

Mudei para New York em 2011 e há 3 anos moro em New Jersey com minha filha e marido.


- Há quanto tempo faz scrap? Conte-nos um pouco sobre sua experiência nessa área (se já teve ou trabalhou em alguma loja, se já foi ou é designer de alguma marca, etc)

Eu faço scrap desde os 23 anos. A mãe de uma amiga estava completando 50 anos e perguntou se eu conhecia alguém que fazia convites. Me ofereci para ajudá-la e acabei fazendo os convites para 100 convidados. Na época, eu não tinha nenhum material de scrap e foi uma loucura conseguir o material para fazer os convites.  Pensa numa pessoa que aceitou o desafio na cara e coragem. Nessa época eu me apaixonei completamente por cardmaking, e só depois que a minha filha nasceu, em 2012,  foi que comecei a me interessar por layouts e álbuns. Quando me mudei para cá, comecei a me dedicar mais aos cartões e pintura de carimbos com Copic;  cheguei a ter uma plataforma de aula online com uma amiga do scrap.  O Stamping Brazil ficou ativo até 2017 e foi muito importante na minha jornada como scrapper.

Fui designer de algumas marcas internacionais como a Magnolia Sweden, Blue Fern Studios, Aladine France, TCW Stencils e atualmente sou Embaixadora da Graphic 45. Aí no Brasil já fui DT convidada da Juju Scrapbook e BG Crafts. Atualmente me dedico a diferentes projetos, incluindo minha marca de facas de corte (Leela Crafts) e cursos online. Eu sempre brinco que falta tempo para tantos projetos que eu quero fazer. 


- Qual a diferença do scrap feito no Brasil e onde você mora?

Eu acho o scrap brasileiro bem parecido com o scrap americano: cores mais vivas, papéis estampados e alegres e muitos elementos fofos. As brasileiras também curtem muito Project Life e o estilo Pocket Page, ainda muito popular por aqui. O que eu vejo de diferente é que a americanas amammmm cartões e aí o pessoal faz de uma forma bem tímida. Eu já gosto e sigo o estilo europeu com papéis mais delicados e forte pegada shabby chic. Nesse estilo, trabalhamos com muitas camadas, facas de corte e flores. Não curto muito o estilo americano, com exceção de algumas marcas como a Prima, 49 & Market  e Graphic 45. 


- Qual a tendência por aí agora?

Acho que a tendência desse ano até agora é com Hot Foil Press. Vejo também muitas técnicas com aquarela e pintura. 


- Como são as lojas por aí? São focadas em materiais de scrap? Tem bastante opção? Existem materiais muito diferentes do que encontramos por aqui?

Onde eu moro não tem muitas opções de loja física; o scrapbooking não é tão forte assim na costa leste como nos outros estados americanos. Basicamente temos a Michaels, Hobby Lobby e Joanns que possuem um material bem limitado nas lojas físicas. A maioria das minhas compras são feitas em outras lojas online como a Scrapbook.com, Simon Says Stamp e Ellen Hudson. Você definitivamente encontra uma grande variedade de materiais em lojas online, inclusive vejo a maioria dos materiais mais populares também nas lojas brasileiras. O scrap cresceu muito no Brasil e, mesmo com o valor acima do padrão americano, vale a pena comprar muita coisa aí. As lojas brasileiras não estão deixando nada a desejar. 

No meu caso, como o meu estilo não segue o padrão americano, acabo importando muita coisa da Europa e Rússia. 


- Como são as aulas por aí? As lojas oferecem? Conte-nos um pouquinho sobre.

Eu confesso que nunca participei de nenhuma aula aqui em NJ e NY, simplesmente não temos nada legal por aqui. Quando quero muito investir em um curso preciso viajar ou fazer online mesmo; já fui para a Califórnia só para fazer um curso de mixed media com a Finnabair.  Hoje, graças ao Youtube, podemos aprender muita coisa legal sem sair de casa. 


- Sente falta de alguma coisa que tenha no Brasil e não tenha aí relacionada ao scrap?

O que eu mais sinto falta são os encontros e crops. As brasileiras são especiais no quesito "encontro" e levam o scrap para outro nível. 


E aí, gostou do "Recortando por aí"?


Quem você quer ver por aqui? Escreva nos comentários!



Beijos,

Fernanda

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